UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
MINI-CURSO: TECNOLOGIAS APLICADAS AO ENSINO REMOTO E/ OU PRESENCIAL
INSTRUMENTOS DE INTERAÇÃO DOCENTE/ DISCENTE ANTE AOS DESAFIOS DA PRÁTICA EDUCATIVA EM NOVOS TEMPOS
Dalva Stella Ferreira Dantas [1]
Josenildes Maria Batista de Lima [2]
Osmarina Oliveira da Silva Pires [3]
José Adersino Alves de Moura [4]
Fomos convidados a produzir um texto colaborativo a partir de duas questões motivadoras com sugestões de palavras agrupadas no mentimeter que indagam sobre: O que é importante para a relação docente /discente interativa? O que são tecnologias assistivas? Para ajudar a responder às questões acima, partimos para análise e aplicação destas palavras relacionando-as ao que vimos, ouvimos, sentimos e agimos no gerenciamento dos processos educativos de ontem e de hoje, e ainda das discussões e reflexões surgidas no Minicurso/UESPI: Tecnologias Aplicadas ao Ensino Remoto e/ ou Presencial. Optamos trabalhar, respectivamente, com as palavras compartilhamento e recursos; inclusão e ferramentas educacionais, cujo sentido e significado nortearão esta produção colaborativa.
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Mas como podemos praticar o exercício do compartilhamento em um mundo cada vez mais tecnológico? A resposta é simples: utilizando essa mesma tecnologia e seus vários recursos disponíveis, a favor da relação docente/discente. isso abrange desde plataformas de aprendizagem, redes sociais, aplicativos, até animações, filmes e produções de streamers. Tudo pode ser transformado em poderosos instrumentos educativos e de inclusão.
A questão da inclusão e do uso das ferramentas educacionais, constituem outro ponto bastante importante para esta análise, nesse momento de reavaliação da prática docente. Inclusão necessária, diga-se de passagem, enquanto entrega, aceitação, participação, e emancipação do outro. Recentemente o professor Gadotti(2020) em uma vídeo aula, afirmou que: “Não basta incluir, é preciso emancipar”, apontando que o despertar do sujeito para sua própria emancipação, será uma meta importante para docentes e discentes nesses novos tempos. Neste sentido, entender emancipação, como cita o autor, seria uma oportunidade do indivíduo sentir-se incluído, partícipe e gestor de suas decisões de forma plena, na relação com o outro.
Entretanto, vale questionar: como o docente pode auxiliar, nesse processo de emancipação, o discente com deficiência, considerando que este apresenta limitações para uma completa emancipação? O docente pode lançar mão do mesmo arsenal tecnológico existente ( plataformas de aprendizagem, redes sociais, aplicativos, animações, filmes e produções de streamers, etc.). Mas, é importante salientar que o trabalho com pessoas deficientes deve ser feito com emprego de Tecnologias Assistivas que produzem igualdade ao abrir portas à informações e ao conhecimento para essas pessoas. Assim, o docente deve buscar no seu processo de formação continua, o aprimoramento necessário que o habilite, a interagir junto a esse público, da melhor forma, gerenciando e associando as Tecnologias Assistivas ao arsenal tecnológico disponível, criando, assim, as ferramentas educacionais adequadas.
Colocando essas questões analisadas acima em um ponto de reflexão comum, outras questões, mais complexas, para as quais ainda estamos buscando respostas, surgem imediatamente, principalmente, o vazio de incertezas pelo nosso papel no amanhã e a certeza de que não estamos preparado,ainda, para os novos tempos. No entanto, entendemos que, se não temos respostas para as complexidades do presente e que isso pode nos assombrar, devemos estar atentos aos sinais e buscar os instrumentos necessários para fortalecermos a relação com nossos alunos em um mundo onde a interatividade depende profundamente do compartilhamento, inclusão, dos recursos e das ferramentas educacionais disponíveis.
Referências
FREIRE,Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
GADOTTI, Moacir. Jornada “Mestres do Amanhã”. Fazedores de Futuro. Disponível
em: https://vimeopro.com/user67346464/jornada-mestres-do-amanha. Acesso Em:22/10/2020.
[1] Professora mestra, lotada no Centro de Ciências da Educação, Comunicação e Artes - CCECA, da Universidade Estadual do Piauí-UESPI.
[2] Professora mestra, lotada no Centro de Ciências da Educação, Comunicação e Artes - CCECA, da Universidade Estadual do Piauí-UESPI.
[3] Professora mestra, lotada no Centro de Ciências da Educação Comunicação e Artes - CCECA, da Universidade Estadual do Piauí - UESPI.
[4] Professor mestre, lotado no Centro de Ciências da Educação, Comunicação e Artes - CCECA, da Universidade Estadual do Piauí-UESPI.


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