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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

INSTRUMENTOS DE INTERAÇÃO DOCENTE/ DISCENTE ANTE AOS DESAFIOS DA PRÁTICA EDUCATIVA EM NOVOS TEMPOS


 


UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

MINI-CURSO: TECNOLOGIAS APLICADAS AO ENSINO REMOTO E/ OU PRESENCIAL

INSTRUMENTOS  DE INTERAÇÃO DOCENTE/ DISCENTE ANTE AOS DESAFIOS DA PRÁTICA EDUCATIVA EM  NOVOS TEMPOS


                                                  Dalva Stella Ferreira Dantas [1]

                                                       Josenildes Maria Batista de Lima [2]

                                                      Osmarina Oliveira da Silva Pires [3]

                                                 José Adersino Alves de Moura [4]

                                                  

Fomos convidados  a produzir um texto colaborativo a partir de duas questões motivadoras com sugestões de palavras agrupadas no mentimeter que indagam sobre:  O que é importante para a relação docente /discente  interativa? O que são tecnologias assistivas? Para ajudar a responder às questões acima, partimos para análise e aplicação destas palavras relacionando-as ao que vimos, ouvimos, sentimos e agimos no gerenciamento dos  processos educativos de ontem e de hoje, e ainda das discussões e reflexões surgidas no Minicurso/UESPI: Tecnologias Aplicadas ao Ensino Remoto e/ ou Presencial. Optamos trabalhar, respectivamente, com as palavras compartilhamento e recursos;  inclusão e ferramentas educacionais, cujo sentido e significado nortearão esta produção colaborativa.


Compartilhar é fazer parte com alguém, dividir, socializar experiências. É um exercício de proximidade. O compartilhamento está na base das novas mídias e no cotidiano das relações dos novos tempos. Compartilha-se, hoje, principalmente, o conhecimento e as muitas possibilidades para sua produção. Nesse se

ntido, Freire(2002. p. 47), afirma que “ saber ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Esse autor mostra que o conhecimento transferido e/ou reproduzido é a negação do ato de ensinar e de aprender. Assim, na relação educacional entre discentes e docentes, é preciso reciprocidade; só o compartilhamento é capaz de criar  uma troca significativa, frutífera, inclusiva, coletiva.

Mas como podemos praticar o exercício do compartilhamento em um mundo cada vez mais tecnológico? A resposta é simples: utilizando essa mesma tecnologia  e seus vários recursos disponíveis, a favor da relação docente/discente. isso abrange desde  plataformas  de aprendizagem, redes sociais, aplicativos, até animações, filmes e produções de streamers. Tudo pode ser transformado em poderosos instrumentos educativos e de inclusão.

A questão da inclusão e do uso das ferramentas educacionais, constituem outro ponto bastante importante para esta análise, nesse momento de reavaliação da  prática docente. Inclusão necessária, diga-se de passagem, enquanto entrega, aceitação, participação, e emancipação do outro. Recentemente o professor Gadotti(2020) em uma vídeo aula, afirmou que: “Não basta incluir, é preciso emancipar”, apontando que o despertar do sujeito para sua própria emancipação, será uma meta importante para docentes e discentes nesses novos tempos. Neste sentido, entender  emancipação, como cita o autor, seria uma oportunidade do indivíduo sentir-se incluído, partícipe e gestor de suas decisões  de forma plena, na relação com o outro.

Entretanto, vale questionar: como o docente pode auxiliar, nesse processo de emancipação, o discente com deficiência, considerando que este apresenta limitações para uma completa emancipação? O docente pode lançar mão do mesmo arsenal tecnológico existente ( plataformas  de aprendizagem, redes sociais, aplicativos, animações, filmes e produções de streamers, etc.). Mas, é importante salientar que o trabalho com pessoas deficientes deve ser feito com emprego de Tecnologias Assistivas que produzem igualdade ao abrir portas à informações e ao conhecimento para essas pessoas. Assim, o docente deve buscar no seu processo de formação continua, o  aprimoramento necessário que o habilite,  a interagir junto a esse público, da melhor forma, gerenciando  e associando as Tecnologias Assistivas ao arsenal tecnológico disponível, criando, assim, as ferramentas educacionais adequadas.  

Colocando essas questões analisadas acima em um ponto de reflexão comum, outras questões, mais complexas, para as quais ainda estamos buscando respostas, surgem imediatamente, principalmente, o vazio de incertezas pelo nosso papel no amanhã e a certeza de que não estamos preparado,ainda, para os novos tempos. No entanto, entendemos que, se não temos respostas para as complexidades do presente e que  isso  pode nos assombrar, devemos estar atentos aos sinais e buscar os instrumentos necessários para fortalecermos a relação com nossos alunos  em um mundo onde a interatividade depende profundamente do compartilhamento, inclusão, dos recursos e das ferramentas educacionais disponíveis.

Referências

FREIRE,Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

GADOTTI, Moacir. Jornada “Mestres do Amanhã”. Fazedores de Futuro. Disponível

em: https://vimeopro.com/user67346464/jornada-mestres-do-amanha. Acesso   Em:22/10/2020.


[1] Professora mestra, lotada no  Centro de Ciências da Educação, Comunicação e Artes - CCECA, da     Universidade Estadual do Piauí-UESPI.

[2] Professora mestra, lotada no  Centro de Ciências da Educação, Comunicação e Artes - CCECA, da     Universidade Estadual do Piauí-UESPI.

[3] Professora mestra, lotada no Centro de Ciências da Educação Comunicação e Artes - CCECA, da Universidade Estadual do Piauí - UESPI.

[4] Professor mestre, lotado no Centro de Ciências da Educação, Comunicação e Artes - CCECA, da Universidade Estadual do Piauí-UESPI.

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